Orvalho, Chuva e Ventania

Alguém que eu amo me pediu
Que eu falasse de orvalho, de chuva e ventania
Expliquei que eu não escolho tema pra poesia
É o tema que me escolhe, assim à revelia .



Não tenho controle do que ocorre então
Será que é isto que chamam de "inspiração"
Que chega de repente, não deixando opção
Como se algo estivesse a guiar a nossa mão?



Mas se eu tenho que falar do orvalho matutino
Eu diria que o orvalho é noturno pranto divino
Para encher de encanto os olhos humanos
Ante os "diamantes"refletindo o sol soberano.

E se eu tenho que falar de chuva mansa no telhado
Eu diria que a chuva é divina cantiga de ninar
Evocando infância,estórias,pipocas,aconchegos
Meu pai, minha mãe...na doce infância dos meus enlevos.

E se eu tenho que falar do vento que assobia
Eu diria que o vento é soturna melodia
Como se a natureza bradasse  de melancolia
Ou como se eu suspirasse por Ele ... de nostalgia!!!


-Fátima Irene Pinto-
Do livro
MOMENTOS CATÁRTICOS
Descalvado - SP

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Mel Gama