Aos
trinta
e
cinco
Procurei
com
afinco...um
novo
amor.
E
que
dor...foi
tão
difícil
de
achar...
Encontrei
almas
encantadoras
E
também
destruidoras.
Almas
gêmeas
e
impostoras
Mas
ninguém
ficou
comigo
Terminei
no
ostracismo.



Agora
aos
quarenta
A
gente
inventa...
Inventa
que
é
feliz
Que
tem
o
amor
que
sempre
quiz
Inventa
que
se
alimenta
de
paixão
Que
o
coração
ainda
palpita
de
emoção.



É...
talvez
aos
cinquenta
eu
descubra
Que
aos
quinze
fui
feliz.
Que
aos
vinte
tive
o
que
quiz
As
noites
mal
dormidas
Poderiam
ter
sido
resolvidas.
Que
aos
trinta
A
traição
foi
o
melhor
ingrediente
da
emoção
E
que
nessa
época
o
gostoso
era
dar
o
perdão.
E
aos
trinta
e
cinco
buscar um
amor
não
causou
assim
tanta
dor
É
bem
verdade
que
foi
com
dificuldade
Mas
ainda
existia
na
mesma
alma
Uma
grande
carga
de
força
e
vitalidade.



E
que
agora
aos
quarenta
Inventar
pode
ser
gostoso
Sonhar,
delicioso
Esperar,
prazeroso.
...mas
enfim
quando
eu
chegar
aos
cinquenta
Será
que
vou
descobrir
finalmente
Que
a
solidão
assolou
meu
coração?
Que
desde
os
quinze
vivi
mergulhada
na
ilusão?
Como
serão
os
meus
sessenta
então?
Acho
que
aos
sessenta...
Quem
sabe
uma
nova
dança
a
gente
inventa.
Silvana
Duboc
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Vitkauskas
