A
PÁSCOA
É com imenso
carinho que divido com você a página da
Páscoa de 2006.
Desejo que todos possam ver nesta data um símbolo
de recomeço e luta; não somente uma troca
de ovinhos de chocolate ou cartões de Feliz Páscoa.
Que seja esta data engrandecedora em sua vida, dando-lhe
a plena certeza de que a esperança de um amanhã
existe.
Foi com carinho que separei este texto abaixo para você,
meu irmão ou irmã.
Tenha uma Páscoa muito feliz!
Mel Gama
A Páscoa já fazia
parte do calendário das festas judaicas, em comemoração
à libertação da escravidão a qual o povo israelita esteve
condenado no Egito de Ramsés II. Mais tarde, em 325
d.C., no Concílio de Nicéia, a Igreja instituiu a data
no calendário cristão e que, segundo a tradição católica
– que respeitamos -, celebra a ressurreição de Jesus,
três dias após a sua crucificação. Simbolicamente, o
período que conhecemos como “Quaresma”, representam
os quarenta dias em que Jesus se retirou para orar no
deserto. Páscoa, vem do hebreu “pessach”, e quer dizer
passagem. Assim, para os judeus, significa a passagem
pelo mar, saindo da escravidão para a liberdade. Para
a igreja católica, a ressurreiçao do Cristo é a passagem
desta para a outra vida, a vitória da vida sobre a morte.
Para o espiritismo, a ressurreição é a maior prova da
imortalidade da alma, quando Jesus, em espírito, volta
e aparece aos discípulos, numa demonstração irrecusável
de que ninguém morre. É a passagem desta dimensão ilusória
da matéria, para a dimensão real do espírito. Mas também,
pode ser a passagem que nós, seres humanos, fazemos
todas dias de nossas existências, superando nossos defeitos
e erros, nossas dificuldades e dores, para “ressurgirmos”
mais a frente, enriquecidos pela experiência abençoda
da Vida. É Jesus que ressurge em nós, todas as vezes
que somos compassivos, generosos, indulgentes...
Incoerentemente,
num dia festejamos a ressureição do Cristo, que pregou
o amor ao próximo, o esquecimento das ofensas, o perdão
aos inimigos, para depois, ainda no mesmo dia, utilizando-nos
da lei do olho por olho, dente por dente, descarregarmos
toda a nossa raiva e frustrações sobre Judas, mesmo
que representado por um boneco de pano.
Dois mil anos
de cristianismo e ainda não aprendemos a perdoar...
Assim como Judas, muitos ainda traem o Cristo até os
dias atuais. Nos referimos àqueles que se dizem cristãos,
mas estagnaram na teoria e não praticam seus ensinamentos;
aqueles que desvirtuaram o conteúdo de sua mensagem
sublime, substituindo-a pela frieza dos cultos exteriores
; aqueles que, transformados em verdadeiros mercenários
da religião, vendem terrenos no céu ou prometem a salvação
em troca de contribuições e ofertas; os que usam a religião
como tranpolim para alcançarem representação política;
os que utilizam a figura do diabo para amendrontar e
extorquir dinheiro dos fiéis, construindo verdadeiros
impérios, fazendo das igrejas empresas milionárias,
verdadeiros negociadores da fé, amontoando riquezas
que “as traças corroem e os ladrões roubam”.
Texto
de Moab José retirado do site Terra
Espiritual